A zona sul de Goiânia, com seus condomínios sobre solos mais argilosos e evoluídos, apresenta comportamento hídrico bem distinto do setor norte, onde a proximidade com o relevo mais dissecado do Rio Meia Ponte expõe perfis de alteração de rocha com fraturamento variável. O contraste entre esses dois extremos da cidade — com altitude média de 749 metros e clima tropical de inverno seco — exige que projetos de fundações profundas e contenções considerem o ensaio de permeabilidade in situ, seja pelo método Lefranc em solo ou pelo Lugeon em maciço rochoso. Sem esse dado, a previsão de fluxo em escavações vira estimativa frágil. Empreiteiras que atuam nos bairros como Marista ou Bueno já incorporaram a investigação direta como pré-requisito contratual. A norma ABNT NBR 16211:2020 orienta os procedimentos de absorção em rocha sob pressão constante, mas a aplicação correta depende de conhecer a geologia local. Nosso laboratório acreditado executa o ensaio de permeabilidade in situ com equipamentos calibrados e registros digitais de vazão, garantindo rastreabilidade em cada campanha.
A condutividade hidráulica medida in situ no Cerrado pode variar de 10⁻⁵ a 10⁻⁸ m/s em poucos metros de profundidade, invalidando qualquer extrapolação de laboratório.
Procedimento e escopo
Considerações locais
A ABNT NBR 16211:2020 estabelece que o ensaio Lugeon deve ser executado com cinco patamares de pressão para detectar regimes de fluxo não lineares, algo crítico em Goiânia devido à presença de solos saprolíticos com estrutura relictica da rocha mãe. O risco de ignorar esse procedimento é subdimensionar a cortina de injeção em barramentos ou a drenagem de taludes de grande altura. Em maciços fraturados, valores baixos de Lugeon podem mascarar fraturas preenchidas por argila que se solubilizam com o tempo. Em solo, o ensaio Lefranc mal executado — sem estabilização do nível ou com cavidade desprotegida — gera coeficientes de permeabilidade irreais. Já acompanhamos reavaliação de projeto onde o valor de k adotado inicialmente era 50 vezes menor que o real, resultando em recalque por rebaixamento insuficiente. Nossa equipe técnica executa cada estágio com monitoramento contínuo e relatório fotográfico da frente de ensaio, eliminando incertezas sobre a real condição do trecho ensaiado.
Normas de referência
ABNT NBR 16211:2020 - Ensaio de absorção de água sob pressão constante (Lugeon), ABNT NBR 6484:2020 - Sondagens de simples reconhecimento com SPT (referência para posicionamento do trecho ensaiado), PN EN ISO 22282-3:2012 (adaptada para procedimentos complementares em rocha)
Serviços técnicos associados
Ensaio de Infiltração em Furo
Medimos a taxa de infiltração em furos de sondagem para projeto de sumidouros e valas de infiltração, seguindo procedimentos adaptados da ABNT NBR 13969.
Perfil de Umidade do Solo
Coletamos amostras indeformadas em diferentes profundidades para determinação da curva característica de retenção de água, correlacionando com a condutividade hidráulica medida in situ.
Ensaio de Permeabilidade em Laboratório
Executamos permeâmetro de parede flexível em amostras indeformadas para comparar com os resultados de campo e calibrar modelos de fluxo em meio não saturado.
Parâmetros típicos
Perguntas comuns
Qual o custo médio do ensaio Lefranc ou Lugeon em Goiânia?
O valor de referência é de $100.000 por trecho ensaiado com ensaio Lefranc, incluindo mobilização de equipe, equipamento e relatório técnico. O ensaio Lugeon em rocha pode ter custo adicional devido ao uso de obturador pneumático e maior tempo de execução. O preço final depende do número de profundidades, diâmetro da sondagem e acessibilidade do local.
Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O ensaio Lefranc é aplicado em solo ou rocha muito alterada, com cavidade revestida ou não, medindo a condutividade hidráulica por carga constante ou variável. O ensaio Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado, usando obturador para isolar um trecho de furo e aplicando pressão em cinco estágios. A unidade Lugeon (1 l/min/m a 10 bar) permite classificar a fraturação e definir a necessidade de injeção de calda de cimento.
Em quais situações a norma exige o ensaio de permeabilidade in situ?
A ABNT NBR 16211:2020 é aplicada em investigações geotécnicas de barragens, túneis e escavações profundas onde o fluxo de água subterrânea impacta a estabilidade. Em fundações, a NBR 6122:2019 recomenda a determinação da permeabilidade quando há risco de rebaixamento excessivo do lençol freático. Em obras de contenção, o conhecimento da condutividade hidráulica orienta o dimensionamento de drenos e filtros. Mais info.
