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Projeto de Colunas de Brita em Goiânia: Solução para Solos Moles

Com altitude média de 749 metros e assentada sobre o Latossolo Vermelho típico do Cerrado, Goiânia apresenta desafios geotécnicos que vão além da crosta laterizada superficial. Em nossa experiência, o que mais encontramos são camadas de argila siltosa mole entre 3 e 8 metros de profundidade, intercaladas com lentes de areia fina. Para obras de médio e grande porte na capital, o projeto de colunas de brita tem se mostrado uma alternativa eficaz frente às estacas tradicionais, especialmente quando o objetivo é reduzir recalques totais e acelerar a dissipação de poropressão. O dimensionamento segue diretrizes da ABNT NBR 6122:2019 e incorpora dados de ensaios de campo como o ensaio CPT para refinar o perfil estratigráfico e definir a resistência de ponta necessária em cada furo.

A vibrosubstituição em solo laterítico de Goiânia reduz recalques diferenciais em até 60% quando comparada a fundações diretas sem tratamento.

Procedimento e escopo

O equipamento de vibrosubstituição que mobilizamos em Goiânia consiste em um vibrador de agulha acoplado a uma lança de penetração, alimentado por brita graduada de diâmetro máximo 50 mm. O processo começa com a cravação do vibrador até a cota de projeto, criando um furo por deslocamento lateral do solo. Na sequência, a brita é lançada em camadas controladas e compactada de baixo para cima, formando colunas com diâmetro típico de 60 a 80 cm. Diferente do que se vê em solos arenosos do litoral, aqui no Planalto Central a umidade natural da argila porosa exige controle rigoroso da energia de compactação para evitar o amolgamento da parede do furo. Complementamos a execução com sondagens SPT de verificação, espaçadas a cada 50 m², para confirmar a melhoria da resistência à penetração no solo tratado entre colunas.
Projeto de Colunas de Brita em Goiânia: Solução para Solos Moles

Considerações locais

A sazonalidade hídrica do Cerrado — com estiagem severa entre maio e setembro e chuvas concentradas de outubro a abril — altera drasticamente o comportamento dos solos colapsíveis de Goiânia. Durante a seca, a sucção matricial mantém uma coesão aparente que desaparece com a saturação do período chuvoso, provocando colapsos súbitos em fundações mal dimensionadas. O risco mais comum que identificamos é a execução de colunas de brita sem ensaio de colapso prévio, o que leva a subdimensionar a profundidade de tratamento. Já acompanhamos casos no Setor Bueno onde a omissão do ensaio edométrico duplo resultou em recalques de até 12 cm em silos metálicos. Por isso, nosso laboratório acreditado ISO 17025 condiciona todo projeto de colunas de brita à caracterização completa da colapsibilidade conforme ABNT NBR 16853:2020.

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Normas de referência

ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 16853:2020 — Solo — Ensaio de adensamento unidimensional, ABNT NBR 7211:2009 — Agregados para concreto — Especificação, ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagens de simples reconhecimento com SPT

Serviços técnicos associados

01

Dimensionamento geotécnico do compósito

Cálculo do fator de melhoria pelo método de Priebe (1995), considerando a razão de substituição de área e o ângulo de atrito da brita. Inclui análise de recalques por camadas e verificação da capacidade de carga do conjunto coluna-solo mole.

02

Controle tecnológico de execução

Acompanhamento in situ com registro contínuo de profundidade, consumo de brita por metro linear e energia de compactação. Após a cura de 7 dias, realizamos sondagens SPT de verificação entre colunas e, quando exigido, ensaio de placa sobre o compósito.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Diâmetro típico da coluna0,60 a 0,80 m
Profundidade máxima de tratamentoaté 20 m (conforme sonda)
Material de preenchimentoBrita 1 graduada (ABNT NBR 7211)
Módulo de deformação do compósito15 a 40 MPa (conforme Priebe)
Malha de espaçamento típica1,5 a 3,0 m (triangular/quadrada)
Taxa de substituição de área10% a 30%
Controle de execuçãoSPT pós-tratamento + placa carga

Perguntas comuns

Qual o custo médio de um projeto de colunas de brita em Goiânia?

O investimento no projeto de dimensionamento e especificação técnica gira em torno de $100.000, variando conforme o número de furos de sondagem complementar e a complexidade da análise de recalques. Esse valor inclui a campanha de ensaios de laboratório (colapsibilidade, granulometria e cisalhamento direto) e a emissão da ART do projeto.

Em que tipo de solo goianiense as colunas de brita são mais indicadas?

São especialmente eficazes nos Latossolos argilosos colapsíveis e nas argilas siltosas moles de baixa capacidade de suporte, comuns nas bacias dos córregos Botafogo e Capim Puba. A técnica funciona bem quando o Nspt está entre 2 e 6 golpes e a espessura da camada compressível não ultrapassa 15 metros.

Quanto tempo leva para executar e liberar uma área tratada com colunas de brita?

A execução propriamente dita é rápida: uma equipe com vibrador de agulha produz entre 15 e 25 colunas por dia. Após a conclusão, recomendamos um período de repouso de 7 dias para dissipação das poropressões geradas na cravação. A liberação final ocorre após a execução dos furos de verificação SPT e a conferência dos critérios de projeto.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Goiania e arredores.

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